quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Descanso da Alma


Penso que muito do que acontece é para fortalecer. Bem como a primeira vez que se fica de pé, desafiando a necessidade do equilibrio. Assim como a fome que faz chorar pelo leite. Não é nova essa constatação, mas cada desafio é novo o suficiente para fazer pensar que não será como antes... para melhorar.


A questão é que diante do empasse fica-se desnorteado. Como que golpeado com um forte gancho de direita. O olhar fica distante, a força diminui, o discernimento se esvai, o inimigo fica forte, as ultimas forças saem de foco e só encontram o ar. Talvez nem todos reajam assim. Talvez todos reajam assim.


O maior inimigo somos nós mesmos quando ao reconhecer as falhas não mudamos a postura. Os motivos são diversos. Cada um tem o seu e por vezes são intocáveis. Seja a realização de um sonho, seja a necessidade de ser reconhecido, seja a palavra empenhada, seja o compromisso com quem amamos. Por muitas coisas importante importa ficarmos como que nocauteados.


Penso então na liberdade oferecida por Cristo: "quem crer em mim do seu interior sairão rios de água viva" (João 7, 38); "Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma" (Mateus 11,29); "não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?" (Mateus 6,25).


Essas palavras são para a liberdade. São a solução para o nocaulte. São o foco para as ultimas forças. São o discernimento necessário. São o convite para a fé. A fé que Jesus ensina é crer que nada nos faltará porque somos amados de Deus. Nada nos faltará porque quem governa é Deus. Nada nos faltará porque dele são todas as coisas e ao esgotar nossa capacidade e estivermos encuralados ainda existirá a capacidade dEle. A capacidade dEle em pedir para um de seus servos obedientes que ajude um filho amado, uma filha amada.


Minha preocupação está em quantos estão dispostos a confiar nesse amor. Eu não sei até onde eu confio, mas eu preciso confiar nEle. Vivemos crises de confiança. Assim, confiamos apenas em nós. O conhecido é apenas o deus "EU", capaz de realizar e sustentar todas as coisas. Um deus inesgotável, todo poderoso, capaz de resolver os problemas de todos. Não importando que seja ao preço do próprio sofrimento.


O que Cristo propõe é que todos tenham vida. Que todos confiem em Deus. E nessa confiança cada um encontre descanso para sua alma. Sendo o sofrimento já acumulado em Jesus. Não escolhemos assim, Jesus escolheu por nós. Resta a cada ser humano receber tal amor e viver a dádiva da vida, presente de Deus, cada dia, sem pressão. O orgulho, talvez, seja agora o maior impecílio para receber o amor de Deus.


Será que estamos dispostos?




1 comentários:

pitbull disse...
Este comentário foi removido pelo autor.