
O passaro que voou jamais esquece o rasante.
O homem que usa seus pés como asas,
inquieta-se pelos horizontes das patrias.
O suspiro do achado é maior e melhor
que qualquer distração dentro das barras.
O coração sem fronteiras alegra-se com o novo.
Diverso e multiplo são pinturas do respirar,
se não tiver elas, não importa, jamais alegrará.
Quanto mais novo, mais vida tem.
O que é belo e simples o sorriso denuncia,
se delicia, se apega, não quer largar.
Homem ou passaro sou com você?
Se depende de mim, era uma vez.
Se depende de nós, espero a vez,
Se depende de três, amém.
Mas os pés querem voar.
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